13 de febrero de 2007

Antropologia Glútea


Domingo, dez e poca da noite, eu sentado no chão no meio de algumas pilhas de papel fazendo outras pilhas de papel: recicla e guarda. Toca o telefone, a cunhada pequena eufórica: - é verdade que a Sula (Sueli) Miranda é irmã da Gretchen? – Sim, inclusive elas tinham um grupo infantil, A Patotinha, as do Disco Baby.

Gretchen, Maria Odete Brito de Miranda, segundo o cunhado foi a primeira expoente de um gênero tão aclamado pelo Brasil e agora pelo mundo – o Bunda Music. Pensei um pouco e não encontrei ninguém, nem uma bunda rebolativa mais antiga. O verbete Gretchen na Wikipedia confirma que a cantora(!) e ídala máxima dos programas tipo Super Pobre é a pioneira no estilo.

Alguém lembra de outra bunda mais antiga?

Será que alguém fez um estudo antropológico sobre o Bunda Music? De Gretchen a By-On-Vitamina-Cê, uma visão post-moderna sobre a bundalização da música popular em um mundo globalizado.

Aliás, no orkuchê tem uma comunidade dedicada aos que aprendem inglês com a Gretchen. Um luxo!

11 de febrero de 2007

Conceitualizando os outros

Pesquisei a fundo na Dicionária Aurélia e não encontrei a definição para o nosso leitor Rodrigo. Segundo a minha sabedoria antiga, Rodrigo quer dizer namorado sério, tipo pra casar.

A Aurélia tá cheia de outras definissandras de amiguxas nossas. Tem Absaura, Ana Cláudia, Angélica, Aurélia, Beth Faria, Deborah Kerr, Dona borboleta, Elza, Emma Thompson, Gustafa, Helena, Homossexuellen, Inês, Íntima de Oliveira, Irene, Ivone (Passivone), Jacira, Jorge, Judite, Kátia, Kika, Lacraia, Lassie, Margarete, Marsupiellen, Melissinha, Mônica, Monique, Nefertite, Nena, Neca, Odara, Ramona, Ronalda, Santana, Sissi, Tia, Tia Cleide, Úrsula,Vera Boiola,Watusi, entre outras. Para ver os conceitos compra a dicionária, olha na livraria ou pida emprestada.

Na minha modesta opinião faltaram algumas amiguxinhas. Vejamos algumas:

A famosa Cassandra, que em inglês chama-se Holly Hunter.
A Chuleandra, aquela que fica só chuleando, esperando uma brecha para atacar.
A Catarina, aquela que não deixa por menos e cata tudo mesmo.
A Mijandra, aquela que fica hoooras no buffet livre do banheiro cuidado as outras.
A Mickey, aquela que diz: Me? Gay?!.
O Hétersson, como por exemplo na sentença proferida pelo Astronauta em um shopping local: Senhor Hétersson, atenção senhor Hétersson, seu filho Gaysson o espera na porta do banheiro.
A Amiga Fanta, quase toda artificial, contém 15% de suco natural.
A Jellyfish, aquela que vem boiando, toda linda, toda fofa e, quando você menos espera, te dá uma queimada a fu.
A Janet coreografada pela Paula Abdul, aquela cheia de gestos, mãos, braços, caras e bocas, vogue, vogue.
A Christiane, drogada e prostituída.
A Marisa, de mulher pra mulher.
A Kátia, aquela que faz a cega e não te cumprimenta.

Quem mais? Conceitualize você também!

8 de febrero de 2007

aDIVAinha quem chegou?

Vamos?

Strike a pose

Muitas fotos da Cecília lá no CocoFotos:














6 de febrero de 2007

Conceitualizar-se

Eu já estudei a Cavala, já consultei o oráculo chinês da runa do meu anjo da guarda, perguntei aos búzios, cartas, emails, msns, subi mais de 1800 colinas, mas foi tudo em vão. Não consegui nunca descobrir quem eu sou a nível de pessoa enquanto ser humano. Nem em sonho, com o Raul, ele me falou, nem Fagner musicando Traduzir-se do Ferreira Gullar, muito menos Rita Lee em Todas as mulheres do mundo.

Foi em um dicionário que eu encontrei a resposta:

Marcelão – S.m.aum. Espécie de bofe macho, porém aviadado, que age como lésbica e adora levar um papo-cabeça com as mulheres com quem fica; ocó que discute relação e uteriniza-se.

Fonte: Aurélia -- A dicionária da língua afiada. Rio de Janeiro: Editora da Bispa, 2006. p.89.

aDIVAinha


quem saiu da loca-dora e veio dar uma volta aqui em casa?

5 de febrero de 2007

Friendly Fire

Naked in the morning

Mesmo depois que a gente sai da adolescência, sai do interior, sai do armário e sai por aí, será que ainda pensamos no que os outros pensam sobre a nossa pequena pessoa?

Não, eu não me acho tão interessante assim, não sou uma celebridade, não namoro o Gianikini nem a Débora Secca. A maior parte das pessoas que vêm aqui no CocoLoco são meus amigos. Não tenho nenhuma pretensão de mudar o mundo, de ajudar ninguém, de ser popular, ou ser como o Roberto Carlos e ter um milhão de amigos.

O CocoLoco começou como um passatempo, eu estava numa pior (não encontrei G-Zus, não) e a idéia de me ocupar com um blog me pareceu bem bacana na época. Nunca pensei em um diário, a idéia inicial era fazer comentários sobre grupos, cantores, músicas que eu gosto. Não vivo sem uma trilha sonora.

Alguns posts sobre a minha vida são inevitáveis. Tento tomar cuidado para não magoar ninguém com o meu suco magoary concentrado, nem dar indiretas sobre a minha vida pessoal, círculo de amigos ou sobre o que eu penso sobre os outros. Se não posso escrever com todas as letras, melhor calar, estancar a hEMOrragia.

Claro que eu não sei o que vocês pensam a meu respeito, mesmo que alguns deixem escapar pelas entrelinhas algumas opiniões, e é claro que me importa. Talvez eu devesse explicar que uma idéia ou outra a meu respeito está totalmente errada. Na verdade, não.

Muitas vezes sonhei (acordado e dormindo) em dizer verdades para as pessoas, me explicar, botar o dedo na cara e na ferida. Ficar mais velho me mostrou que isso de nada adiantaria. Melhor deixar assim. Continuo me irritando, mas depois acho graça e ainda faço outras conjecturas.

Ah, deixa pra lá. No fundo, eu sou bem fácil de ler, basta saber em qual estante me encontrar.

4 de febrero de 2007

Uma semana de Cecília

Adaptada, atrevida, carente, comilona e mimosa posando para o celular:








1 de febrero de 2007

Confissões na Amazon

Ah dúvidas e incertezas!

A versão nacional do Confessions Tour é bem fraquinha e sem o cd de áudio. Pela soma de 50 e poucos dinheiros você leva pra casa uma versão um pouco melhor que a dos camelots.

A americana, por enquanto CD + DVD, custa 56 dinheirinhos, com o frete incluído, lá na Amazônia. Claro que tem que pagar os impostos na chegada. Então lá pelo dia 20 de fevereiro, estão todos convidados para ver a versão norte-americana-fuck-you-bush aqui em casa.



Por enquanto, continuamos com as duas versões da TV com cortes e com cruz e as gravações tão elucidativas feitas da platéia.

30 de enero de 2007

Os olhos de Renata Freitas


Ainda em dezembro, a Renata, mana da poeta dos chás, passou por aqui e registrou de modo muito particular a sede do CocoLoco.
Veja o resultado (e outras fotos ótemas) no FlicFlocFotos da moça.
Eu adorei!
Prometo que da próxima vez eu vou estar em casa.

Mágoa de Maguary Concentrada

Depoimento de Sebastião que vai ao ar hoje no fim da novela Fulas da Vida:

Durante os quase quatro anos que vivi aqui nesta família a minha vida foi bastante tranqüila. Admito que sou um pouco neurótico, arredio e medroso, mas quem não tem pequenos defeitinhos. Ah, procurando bem todo mundo tem.

Minha vida é bastante simples e me contento com pequenos prazeres: olhar os passarinhos nas árvores da frente, perseguir com tremendo insucesso lagartixas, dormir nas cadeiras e comer ração novinha e lamber o caldinho das deliciosas Whiskas Sachê. No inverno um colinho e no verão gelinho.

Até que meus pais resolveram trazer essa monstra horrenda e fedorenta para o meu santo lar. Meu mundo caiu. Estou acuado em meu próprio lar. Meauuuu!!!

28 de enero de 2007

A família emocionada comunica...

...o nascimento da irmã do Sebastião.

A Cecília é branca e cinza, muito esperta e curiosa.

Ceci, em homenagem a Santa Cecília - padroeira da música, deve ter 60 dias.

O pai todo orgulhoso: agora são dois sagitarianos em casa.

Uma Moleca Romântica

Depois de algumas cervejotas e/ou caipiroscas com o Léo na Cidade Baixa, a pessoa volta pra casa e vai mudar o leiáute do blóguerson.

Repaginar não é só trocar de página, então sejibemvíndu.


Mudando de assunto...

Se a Maria Bethânia tivesse nascido no Rio Grande do Sul, ela não seria Elis Regina, mas seria o Antônio Carlos Falcão. Falcão, o ator, não o ex-jogador, ex-modelo e apresentador de televisão, encanta as platéias gaúchas com o seu espetáculo A Doce Bárbara.

Os pontos mais altos são o dueto com Chico Buarque em “Tatuagem” (em que ele faz as duas vozes), e o poema “Passagem das Horas”, de Fernando Pessoa, depois do qual ele canta “Volta por Cima”, exatamente como no show Drama 3º Ato, de 1973. Emocionei.

Inspirado por Bethânia Falcão, o moço dos poemas de travesseiro escreveu um poema livremente inspirado na possibilidade de Fernando Pessoa também ser gaúcho... pior, portoalegrino daquele bairro cabeça, o Bonfim.

26 de enero de 2007

New Hair

Os cachos se foram...

25 de enero de 2007

De volta para a Fritura

Voltei da minha rápida passagem pela maior praia do mundo cheio de impressões, que depois dividirei com vocês,
um tom de rosa antigo (ou seria rosa velho?) na pele,
uma gripelene,
uma terçolene,
e a certeza que uma vez por ano já está bom.

Desde a volta, eu tenho seguido os ensinamentos do Sebastião, o gato: dormir (muito), pedir comida e fazer as necessidades básicas.

16 de enero de 2007

Coluna Verte-Social

O Astronauta aterrissou por aqui em missão super secreta da NAJA, com tarde livre para compras e direito a bater botinhas pela agitada noite portoalegrina.

Depois da rápida passagem do Astronauta, que já deixou saudade, quem aporta por aqui é a moça do chá, que vem servir xícaras de seus preciosos poemas.

No fim de semana, eu rumo para o sul junto com os Patos (eles vão para a lagoa e eu para o Cassino) para ver a família, os amigos e bater um papo com a mãe Iemanjá.

11 de enero de 2007

4 anos de Sebastião

Hoje é, provavelmente, o aniversário do Sebastião. Quatro aninhos de bichinho são muitos anos de gente, então o filhinho já é um jovem senhor respeitável. Felicidades!!!

9 de enero de 2007

Gatinhos tipo Cats


Resolvi dar um basta naquele hayplato que não se via direito na raposa com fogo no rabo (firefox).

Na madrugada de ontem, eu fiz esse bem simplinho e econômico. Aceitamos sugestões, reclamações e muitos outros ões.

Alguns amiguinhos foram cortados da lista, em função dos posts raros - quando voltarem a postar avisem (viu, Sr. Virtual).

A foto é da minha coleção de gatinhos (deu pra notar, não).

8 de enero de 2007

Hein?! Quete (Not the ball, Ketty)


Em 2007, você está mais para:

a) A-Ha ou Holy Hunter (Hunting High and Low)
b) Mara Maravilha (Eu tô carente mas eu tô legal)
c) Religiosa (Se você crê em Deus Encaminhe pros céus uma preçe E agradeça você tem o amor que merece)
d) Vingativa (Você fez de mim uma hipócrita Você fez de mim uma cínica Você fez de mim uma mulher sem lar Você fez de mim uma malvada Por isso eu sou vingativa)
e) Complicada Cae ( Flor do Lácio Sambódromo Lusamérica latim em pó O que quer que pode esta língua)
f) Kylie Acomodada (Better the Devil you know)
g) Saudosa (Depois de você os outros são os outros)
f) Escolha você mesmo ____________________________

3 de enero de 2007

Ce-le-bra-tion!!!


Puesta del sol en Punta de Leste, 18.12.2006

Eu sempre gostei de receber, de organizar, de dar festas. Na minha casa sempre fomos acostumados a ter gente, os amigos dos meus pais, os amigos da minha mãe, os meus amigos e depois os amigos da minha irmã. Eu adorava a função toda, arruma a casa, compra flores, tira a louça do armário, escolhe o menu, gela as bebidas e prepara ou encomenda a sobremesa (lá no sul do RS os doces são dos deuses). Adoro a Célia Ribeiro, sonho em ter armários repletos de louça e em fazer ranchos na Brickell.

Lembro de festinhas memoráveis lá em casa, principalmente aquelas entre os meus 15 e 18 anos. Depois veio uma fase em que as festinhas eram no apartamento da praia do Cassino. O salão de festas é grande, fica no quinto andar com uma vista linda e tem uma varanda enorme.

Um belo dia, eu pensei: deu, né; me enchi de ter que levantar no outro dia e limpar o apartamento, o corredor e o salão de festas, lavar os pratos, recolher os restos e ver o que havia sobrado dos foliões. Minha resposta passou a ser: olha não vai dar.

Eu sei que é um porre ficar reclamando, mas aquela fase em que eu fazia tudo com prazer havia passado. Agora eu tenho a minha, quer dizer, a nossa casa. Nós adoramos receber, curtimos os preparativos, ir 59 vezes ao supermercado, pensar nos pratos, arrumar a casa, chamar a faxineira, pensar na trilha sonora, ouvir Fangoria enquanto cozinhamos...


Fim de tarde com a Angélica e o Andrei (18.12.2005)

Ainda assim, o peso de fazer aniversário exatamente uma semana antes do Natal e duas antes do Ano Novo é um pouco demais.

No ano passado, nos mudamos, então em vez de fazer uma festinha de aniversário convencional, convidamos todos os amigos para a inauguração da casa nova. Não quero me lamentar, toda a trabalheira foi muito prazerosa. Foi uma curtição. Mas (tem sempre um mas) é muito difícil que as pessoas reconheçam qualquer esforço nesse sentido. No fim das contas, sempre acham que servimos coisas estranhas, com gosto esquisito e outras coisas indizíveis ou não ditas, ao menos na minha frente.



Marcelos no delicioso after party (18.12.2005)

Talvez a gente fique prisioneiro do próprio estereotipo (inventando por nós mesmos) Nessa festa do ano passado, poucos sabiam que eu estava completando meus 33 dezembros, então me livrei do parabéns a você com cara de tonto olhando para o bolo com 33 velHinhas flamejantes. Depois que foi todo mundo embora, os remanescentes (Corradi, Luzardo, Freitas, Caríssimi, Cunha e os Silva) conseguiram ter uma conversa agradabilíssima.

Esse ano foi tranqüilo, eu fui viajar com a minha mãe. Vi um lindo por de sol, comi um matambre delicioso e senti falta do meu amoreco. Antes de sair em férias com a família, houve aquela dúvida sobre fazer uma festinha e só chamar os amigos mais íntimos. Esperei um pouco e a vontade passou. Não que eu não goste de ver os meus amigos e de comemorar com eles. Se o maior prazer que eu sinto é no antes, nas preliminares, então posso somente fazer isso. Não é verdade? Todo mundo fica mais feliz se você encomenda uma pizza da esquina.

Ainda é cedo para planejar o aniversário deste ano, o de 35, aí já vou ser um jovem senhor. Nada de festa! Talvez eu vá arrumar a casa, encher balões, preparar a trilha sonora, fazer a comida, a sobremesa e

quem sabe ver o pôr do sol.