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25 de junio de 2009

Morri!

- Te espero lá em cima... hu! Who's bad?!

Wako se foi. Quando será que iniciam as investigações científicas?!

11 de febrero de 2009

Ruy Castro sobre Blossom Dearie


Deu ontem na Folha de São Paulo:

RIO DE JANEIRO -- Uma cantora morreu em Nova York
neste fim de semana. Chamava-se Blossom Dearie. Tinha 82 anos e era a última sobrevivente da sua geração de diseuses de cabaré -- intérpretes de pequenos ambientes, especialistas em canções com melodias e letras elaboradas, por autores como Cole Porter, Noël Coward, Duke Ellington, Cy Coleman, Michel Legrand, o próprio Tom Jobim. Canções que "dizem" coisas.

A exemplo de Blossom, esses cantores costumam ser seus próprios pianistas, dando um suave esmalte jazzístico ao acompanhamento. E nenhum deles jamais foi visto num
hit parade. Ao mesmo tempo, atraíram pelos anos afora uma sólida multidinha internacional de adoradores, unidos pela admiração comum. No Brasil, os fãs de Blossom são tão poucos que, pelos meus cálculos, todos devem se conhecer.

Não que ela não pudesse ser de apelo universal. O problema era que o mundo teria de parar para escutá-la -- porque a voz de Blossom, segundo o crítico Whitney Balliett, "mal alcançava o segundo andar de uma casa de bonecas". Já cantava assim, baixinho e sem sombra de vibrato, desde o começo dos anos 50, muito antes que se atribuísse a Chet Baker e João Gilberto a criação desse jeito de cantar.

Depois de décadas na geladeira mesmo nos EUA, as primeiras e definitivas gravações de Blossom estão disponíveis de novo, assim como os discos que ela produziu nos anos 70 e 80 para seu selo Daffodil. Estão todas na Internet. "Hey, John", "I'm hip", "Peel me a grape", "Wave", "Chez moi" e "You fascinate me so" soam melhor do que nunca, vindas do espaço e fazendo curvas entre as esferas.

Em tempos de som e fúria -- cada vez mais difícil dissociar as duas coisas --, Blossom era a prova de que pode haver grande música nas pausas e nos sussurros. Bem a propósito, morreu dormindo.

10 de febrero de 2009

No More Whispers For Us

Scuba duba twee dee da da...

Só fiquei sabendo agora que no sábado morreu, aos 84 anos, Blossom Dearie. A cantora scubadubadiba morreu de causas naturais e dormindo, tem modo mais fofo e dearie de morrer?

Notícia no NY Times aqui.

Tem um texto do Bruce Weber sobre ela no NY Times também.

Guille Milkyway (que fez uma música homenageando Blossom, Dusty Springfield, Nina Simone, Karen Carpenter e Kirsty McColl) e nós estamos de luto. Puxa vida, agora todas as cinco mulheres maravilhosas estão mortas, que coisa.

A própria Blossom Dearie já havia composto uma música em homenagem à Dusty Springfield, também muito fofa.

Ouça a versão de Quiet Nights of Quiet Stars, do maravilhoso álbum May I Come In?, no Senhor Tubo:




A Blossom também é conhecida por ter participado do projeto Schoolhouse Rocks, com as canções do Número Oito (Eight) e dos Adjetivos (Unpack your Adjectives).

Uma canção sua, I like London in the Rain, foi a inspiração por trás de Tokyo mon Amour, uma das grandes faixas do extinto Pizzicato Five, segundo revela o próprio Konishi Yasuharu nas liner notes da coletânea japonesa (conta-me o marido aqui do lado com grande emoção). Outra interpretação blossomdírica que inspirou a dupla japonesa foi One of those Things (do Cole Porter), que foi recriada por Nomiya Maki em All about me, um dos grandes sucessos do grupo.


Já velhinha, cantando no Skylight Room, em Nova Iorque, e a capa do super raro CD japonês Whisper for you

Ela adorava cantar música brasileira (o NY Times acha que é dela a versão definitiva de Wave) e tinha um sotaque mignon comme tout cantando em francês.

Vamos sempre honrá-la muito, com flores e com CDs de jazz no entardecer...