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24 de febrero de 2008

De la musique...


Um dos projetos para as férias de verão foi o de organizar os móveis da casa, mudar algumas coisas de lugar, comprar outras, desde que o orçamento permitisse. O que incluiu algumas tardes de suor, briguinhas, plantas novas, muito lixo e alguns quadros novos e outros velhos na parede, o que custou uma furadeira nova.

Esse pôster foi elaborado para homenagear gente que a gente gosta, mas que é gente famosa. Ai gente! Agora essa gente toda mora ao lado de uma reprodução do Miró no corredor. As fotos foram colhidas na internet (algumas capas de disco, outras fotos promocionais), organizadas pelo marido (algumas pessoas estão repetidas), a frase é de um poema do Verlaine (Art Poétique), e impressas numa casa especializada (que não imprime em papel fosco!).

Vejamos os contemplados, de cima para baixo e da esquerda para a direita:
Ella, Doris e Rock, Dalida, Peggy, Nina,
Chet, Blossom, Frank, Michael, Marlene,
Beach Boys, Anita, Nacho y Alaska, Mike, Fairground Attraction
Blossom, Billie, Hey Eugene! Pink Martini, La Casa Azul, Françoise,
Peggy, Alaska y los Pegamoides, Blossom, Nancy, Dusty,
Liza, Pink Martini, Billie, Beatles, Judy,
Marylin, Joni, Nancy and Frank, Pink Martini e Nina.

O marido, querendo se fazer de engraçadinho, disse que parece que colocamos as comunidades do orkut na parede. Mentira! Eu não to em nenhuma comunidade da Judy Garland, só da Doris Day.

E o quadro ao vivo é bem mais bonito que na foto!

7 de enero de 2008

Inventário

The Kiss - foto do autor - Marina de Punta, 24.12.07

Quantas vezes você já ouviu e quantas mais já disse: Agora que tá com namorado(a), nem quer saber mais dos amigos? Já ouvi isso tantas vezes que o lugar comum já está totalmente mapeado.

O fato é que é difícil encontrar um meio termo entre os amigos e o namorado, não é messs?


Parece que quando a gente está sozinho é muito mais fácil lidar com mais pessoas ao mesmo tempo. Quando estamos com alguém, temos que lidar intensamente com uma única pessoa. Ao menos, aqui em casa todos os programas são amplamente discutidos, avaliados e sopesados antes da decisão final. Quase nada é feito por impulso, a não ser algumas comprinhas...

Aqui nas terras portoalegrinas temos outros problemas. As opções GLSBTT são fracas como modelos anoréxicas:


Duas buatchis, uma de pães com ovos e outra de bombadas, semi-bombadas e seguidores.

Dois bares-boates, um super agradável, quando não está cheio e quando todas as desagradáveis não resolvem ir. A comidinha é boa e barata, e cedo nunca atrolha e dá para conseguir mesa.
O outro depende muito do dia, do som, da colocação dos presentes e tal. Muito arriscado.

Ainda restam as sextas no Ocidente, com cerveja quente, atrolho e muito, mas muito carão.

Um bar de lésbicas cervejeiras em uma badalada rua do bairro Cidade Baixa. Nunca vão ver a minha bela carinha.

O que sobra são muquifos lotados de michês e quartos escuros, locadoras (como chama um amigo: As cabinA) e saunas. Divertidos mas pouco sociais.

Talvez seja melhor ficar namorando em casa mesmo. Salvo raras combinações com amigos, saio pouco. Já saí mais, mas o meu amigo party animal se mudou e levou junto os convites para sair.

O mais estranho é que, quando estava no interior, sonhava com a vida gay da capital. Ledo engano! O negócio é um filme no dividi, pipoca ou bis branco e coca-light.

Admiro muito quem tem pique e curte a noite, principalmente se está casado. Como o Tony Goes, que eu só conheço do blog, mas sei, também pelo blog, que ele é casado desde a eleição do Collor e tem uma vida social agitadíssima. Ah, como eu admiro esse guri. Quando eu crescer quero ser assim que nem tu! Aliás, me convida pra sair um dia, tah?!

Também pode ser que nesse meio tempo a noite portoalegrina melhore!


Esse post é só pra justificar a minha hibernação em pleno verão, mas estou esperando o John para badalarmos nas baladas calorentas.